Dia da visibilidade trans

Os gays lutaram por muito tempo para serem aceitos minimamente na nossa sociedade como “seres humanos”. Claro que ainda há muita homofobia explícita e disfarçada, mas pelo menos oficialmente há leis que os protegem. Acredito que hoje em dia, um dos grupos que mais sofra discriminação de gênero são os transsexuais. Esta questão de identidade de gênero começou a ser discutida publicamente há muito pouco tempo e ainda há controvérsias demais. Independentemente de estética ou de parceiros sexuais as pessoas deveriam todas ser tratadas com dignidade.

A Globo exibiu um episódio do programa  “Louco por Elas” nesta semana em que discutem este tema. O pai da personagem principal reaparece depois de muitos anos, nos quais parecia que simplesmente havia abandonado a família, para se reaproximar do filho e apresentar as razões pelas quais precisou se recriar e aceitar todas as cargas (íntimas e externas) que uma mudança de gênero demandam.

http://tvg.globo.com/programas/louco-por-elas/O-Programa/noticia/2013/01/ela-e-ele-veruska-explica-por-que-abandonou-leo-e-reconquista-a-familia.html

Gostei muito do texto e do vídeo, mas o que realmente me tocou foi o discurso do filho ao definir o que é uma família:

“Tem gente que acha que uma família é um pai, uma mãe, e um filho. Tem gente que acha que o casal tem que ser casado. Tem gente que acha que o casal tem que ter filhos. Tem gente que acha que os pais tem que ser de sexos diferentes. Mas na verdade, não tem que nada. Quer dizer, tem que ter uma coisa: amor, muito amor.”

Galeria

Coleta seletiva, você sabe separar?

Vidro, plástico, metal, papel EEE o resto?

Na praça ao lado da minha casa tem quatro conteiners enormes com apenas as quatro divisões clássicas para coleta seletiva (o que já é uma iniciativa louvável da prefeitura). Em cada um há uma lista dos materiais aceitáveis e os inaceitáveis (muito didático!). Mas me restam dúvidas, muitas dúvidas!

Por exemplo, embalagens de comida feitas de papel não podem ser recicladas junto com papel limpo, então é lixo orgânico? Como tem gordura não podem ir para a composteira ou minhocário, ainda assim é considerado lixo orgânico?

Lâmpadas são basicamente vidro e metal, mas não devem ser colocadas em nenhuma das duas lixeiras, e faço o que com as que estão queimadas?

Sempre ouvi falar que dejetos humanos quando mal direcionados contaminam os lençóis freáticos, mas papel higiênico nào é classificado como lixo orgânico?

Afinal de contas isopor é reciclável?! Coloco junto com papel ou plástico?

Pilhas quando vazam fazem a maior lambança, tanto em nossas casas, quanto no meio ambiente. Vou guardando as que não prestam mais em uma garrafa pet, mas e quando ela está cheia devo descartar onde?

Coleta seletiva é uma ideia ótima, mas ainda faltam pontos de coleta mais acessíveis para a população em geral e faltam explicações mais específicas do que simplesmente as quatro  divisões básicas.

3,4, feijão no prato!

Eu faço parte de uma boa parcela da população brasileira que passou a infância tendo arroz e feijão como base a sua alimentação diária. Depois de fazer  30 anos feijão passou a não ser um alimento exatamente “socialmente bem aceito” (= muitos gases, flatulência, gases, puns…) na minha vida. Sempre gostei dessa leguminosa em todas a suas variações: branco, preto, rosa, mulatinho, carioca, jalo, amendoim, azuki, vermelho… Então como faz?

Seguem algumas dicas de como diminuir o efeito “bomba de gás de efeito IMORAL”:

* Molho por cerca de 12 horas – além de ajudar a amaciá-lo na hora de cozinhar ajuda a eliminar a produção de gases. Minha irmã LêSC me deu uma dica preciosa (para mim tem funcionado muito bem) durante o tempo de molho trocar a água umas duas vezes e colocar uma água nova na hora de cozinhar;

* Tomate – minha mãe ensinou que um tomate colocado para cozinhar na panela de pressão junto com o feijão aumenta a digestibilidade do “pretinho (seja lá a cor que você escolher) maravilha”;

* Louro – a @cfraga me disse esses dias que o costume de colocar louro no feijão tem relação direta com seu poder de amainar os flatos;

* Água fervente – antes de cozinhar o feijão ponha de molho por 30 mim em água fervente (dica de pediatra);

* Dica que achei na intenet: “São duas opções: na primeira, você deixa num pote com água durante 5 horas e cozinha na panela de pressão por 20 ou 30 minutos. A outra é cozinhar a porção na panela de pressão por 5 minutos, desligar o fogo, deixa descansar por 30 minutos, trocar a água e volta a cozinhar o feijão com a água nova.” (fonte: http://www.bolsademulher.com/corpo/paixao-nacional-9402-2.html).

Bom apetite! 😉

Comida saudável e prática no forno

PEIXE VERDE E AMARELO

azeite de oliva  (para untar a forma e regar os legumes)

1camada de filé de peixe (usei Saint Peter)

1 abobrinha brasileiea e 1 abobrinha italiana (zuchini) picadas grosseiramente

1/2 pimentão amarelo em pedaços grandes

alguns dentes de alho inteiros e  descascados

salpicar com sementes de gergelim

FRANGO COM COGUMELOS

100 ml de água

2 ou 3 batatas em cubos de 1 cm

cogumelos  picados – suficiente para cobrir o fundo da forma

350 gr de frango em cubos pequenos – temperado previamente com sal e gengibre ralado

* Em ambas as receitas  dispus os ingredientes  conforme a ordem listada. Cada um dos pratos precisa ir ao forno em fogo médio até o líquido secar e a carne cozinhar. As medidas podem ser alteradas livremente para atender as necessidades de cada um (aqui em casa somos dois adultos).

Citronela para espantar mosquitos e gatos

Aqui em casa já faz uns dois anos que usamos essência de citronela para espantar os mosquitos, e acabamos descobrindo empiricamente que nem a Mitsy nem o Core gostam do cheiro… ótima forma de mantê-los longe de afiar as garras no colchão e no sofá!

Como o Iago vai nascer em dezembro, e esta, é a época em que o Aedes Aegypti (o mosquito da dengue) faz a festa aqui na cidade imaginária (chuva e calor!). Para proteger o bebê além de pensar em usar mosquiteiro queria usar um repelente natural (que também não prejudicasse os gatos).

A fofíssima da Rosalia me deu duas mudas de citronela para colocar na minha sacada botânica (cuja porta fica no futuro quarto do pequeno) . Então, assim que a planta crescesse, o vento bateria e o cheiro espantaria os monstrinhos voadores… Parecia ser o plano perfeito, até que a Mitsy (logo ela que desaparece ao ver o frasco de essência de citronela) decidiu que as folhas fresquinhas desta planta são um ótimo aperitivo/digestivo e todos os dias vai ali dar uma ” pastadinha”, pode!?

Acho que minha próxima tentativa de repelente não invasivo vai ser aqueles aparelhinhos ultrasônicos elétricos, mas ainda não sei se também não incomoda os gatos… vamos ver…

Quintais da minha infância

Recebi o texto abaixo da minha mãe, não verifiquei a autoria, mas ele me remeteu à minha infância… uma infância com vários quintais (morei até em apartamento que tinha uma varanda tão grande que mais parecia um quintal!). Meu filho não vai experimentar a metade das aventuras que só são possíveis em um quintal… então deixem-me suspirar de saudades do que eu vivi!

Ahhhh eu tive isso! E tive tantos quintais! E tive até direito de ver uma galinha poedeira morta cheia de ovinhos dentro (não tinha nenhum ovo completamente formado, mas vi aquele monte de bolinhas amarelas e  felizmente na época não havia nenhum dilema moral e ético quanto a possibilidade de comê-las!)… e vi galinha sendo morta… e ajudei a carnear meio boi, não foi muito divertido (ainda mais que recém alfabetizada fiquei responsável por preencher as etiquetas de identificação dos cortes!), mas foi certamente inesquecível e altamente didático… e vi uma ninhada de ratinhos recém-nascidos… e tive medo de cobra porque era uma possibilidade real… e sujei pé com titica… e comi fruta do pé e cenoura recém tirada da terra, além de beber leite direto do ubre – e pão saído do forno a lenha com ingredientes tirados ali do quintal… e entendi o princípio de uma chocadeira vendo um pintinho sair da casca no quartinho de guardar lenha… e tive pintinhos, patinhos, coelhinhos, gatinhos, cachorrinhos e até corujinha de estimação (e descobri que apesar de nojentos, sapos não comem patinhos – mesmo usando o mesmo tanque para se refrescar)! Ahhh e mais incrível de tudo: tive uma piscina que tinha agrião e girinos! Muito obrigada por uma infância memorável!

Um quintal


Quando uma pessoa começa a melhorar de vida, pensa logo em comprar uma boa casa. E o que é uma boa casa? É preciso um jardim e uma piscina, imaginam os pais. Eles querem para as crianças uma infância saudável, com confortos que nunca tiveram, mas não pensam no principal: um quintal.

Um quintal não precisa ser grande, e o chão deve ser de terra batida. Nele deve haver algumas árvores que não pareçam ter sido plantadas, mas sempre existido. Um abacateiro e uma goiabeira, de goiaba vermelha, são fundamentais. No fundo, um galinheiro tosco, com uma porta quebrada, para que as três ou quatro galinhas possam correr quando alguém quiser pegá-las. Nenhum computador levará uma criança ao deslumbramento que ela terá ao encontrar um ovo e segurá-lo, ainda quentinho. É o mistério da vida nas mãos dela, mais absoluto e mais simples do que qualquer livro de filosofia.

Um dia, a cozinheira avisa que vai matar uma galinha para o molho pardo. Os meninos pedem para ver a cena trágica; a mãe não quer, mas a empregada, acostumada, com o facão na mão, facilita. Se a galinha tiver dentro da barriga aquele monte de ovinhos, aí a lição de morte – e de vida – será ainda mais completa. E mais lições serão aprendidas quando alguém sugerir fazer uma peteca com as penas mais duras e algumas palhas de milho. Mas será que alguém sabe do que estou falando?

Voltando: esse quintal deve ser meio abandonado, mas muito limpo; duas vezes por dia a empregada, cantando bem alto, dá uma varrida. É importante também que haja um tanque para lavar o pé de alguma criança quando ela pisar descalça numa porcaria, e um varal com pregadores de roupa de madeira. Nesse lugar, não vai ter horta nem pomar organizado. Em compensação, é bom que exista do outro lado do muro uma enorme mangueira para que se possa praticar o melhor crime do mundo: roubar as frutas do vizinho. Nos fundos de um quintal, deve haver também uma touceira de bananeiras ou bambus e, claro, um adulto dizendo sempre para tomar cuidado, pois ali pode ter uma cobra.

Não há infância que se preze sem medo de cobra. Quando as goiabas começam a crescer, fica todo mundo de olho até a primeira delas estar no ponto para ser arrancada e mordida ali mesmo, sem lavar. E que sensação terrível quando se vê o bicho da goiaba se mexendo. Aí, sem que ninguém precise dizer nada, você começa a aprender que a vida é assim: ou se compra uma goiaba bonita, mas sem gosto, ou se espera com paciência ela amadurecer no pé até desfrutar o supremo prazer de dar aquela dentada – com direito a bicho e tudo.

Mas o tempo voa. De repente você se sente só, abre o caderno de telefones e percebe sua pouca afinidade com os nomes que estão lá, que tem vivido uma vida que não tem nada a ver e começa a procurar um sentido para as coisas.

Não encontra resposta, claro, mas um dia está no trânsito, vê um terreno baldio, se lembra daquele quintal no qual não pensa há anos e percebe que essa é a lembrança mais importante e mais feliz de sua vida.

E passa a olhar o mundo com a superioridade de quem tem um tesouro guardado dentro do peito, mas ninguém sabe.

Danuza Leão

Borboleta perua!

Mami comentou esses dias que tinha visto uma borboleta com “estampa de oncinha”, e para nossa surpresa não é que vimos mais uma juntas hoje?

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