Dia das mães

Parabéns especiais às mulheres que pela primeira vez comemoram o Dia das Mães não apenas como filhas! 😉

A saga da busca da escolinha “perfeita”

O que é a escolinha perfeita? Quando começar a procurar? Qual a idade ideal para que a criança vá para a escolinha? Dúvidas, dúvidas, dúvidas… não tenho certezas, só dúvidas!

A escolinha perfeita provavelmente não existe – ainda mais quando sempre se espera encontrar a excelência… Pelo menos, tenho ideia  de quais quesitos são absolutamente inadimissíveis para mim. (O essencial, para mim, é que as crianças tenham tempo e espaço para serem crianças!)

Desde que engravidei soube que minha gravidez extra-uterina (no sling) duraria seis meses, mas que depois disso teria que entregar o meu filhote a cuidados alheios (nosso segundo corte do cordão umbilical). Como nesta época começa o desmame parcial (e o sistema imunológico, consequentemente, baixa um pouquinho) nosso pediatra de Brasília tinha sugerido que déssemos preferência a uma babá do que a escolinha… podem me chamar de paranóica, mas não me sinto confortável em deixar meu pequeno príncipe sozinho com só uma pessoa desconhecida, ainda prefiro uma instituição onde uma pessoa vê o que as outras estão fazendo (responsabilidade individual compartilhada!).

Comecei a procurar creche/berçário/escolinha quando estava no terceiro trimeste gestacional ainda lá em Brasília, mas o que é realmente importante analisar nesse momento?  Abaixo segue a minha saga e o que observei nas instituições que visitei nestes dois meses aqui em São Bernardo.

1- 100m de casa, mas cheguei e o portão estava escancarado, o porteiro estava fora de vista (assistindo um jogo de bocha na TV), a coordenadora me deu um chá de cadeira apesar de eu estar com o  Y no sling e pra completar vi as crianças tomando banho de sol (num dia de fritar ovo no asfalto) às 10 da manhã (e uma das cuidadoras na sombra)!!! Ahhh hã!!! Juro que o Y algum dia vai por seus pezinhos ali! NÃÃÃÃÃÃOOOO!!!

2 – pelo nome já imaginei as criancinhas em alguma viagem alucinógena… hehehe O lugar é bonitinho, uma casa simples com pátio e uma mini horta. A coordenadora sabe detalhes de cada criança. É bem ventilada, mas um pouco escura. Estranhei que nem a coordenadora nem as tias nunca tinham ouvido falar em banho de balde. É a mais barata, mas tem fila de espera. Talvez.

3 – considerada a melhor escolinha de SBC, mas vai desde o ensino pré-escolar até o nono ano… mesmo sendo em andares diferentes (são 5) prefiro um lugar exclusivo para crianças pequenas. E… a sala de banho e a de preparação de alimentos não tem ventilação! Não!

4 – uma casa grande só para educação infantil sendo que o berçário fica separado (um pouco escuro). Uma das atendentes era bem informada e bem articulada, já a outra… A coordenadora me atendeu no dia seguinte para me dar os valores de uma forma muito apressada… Não!

5 – cheguei junto com o motoboy que estava entregando marmitex… o marmitex era o almoço das crianças maiores de 2 anos! A pessoa que atendeu a porta não sabia o que fazer comigo pq a coordenadora não estava… uma colega dela que estava saindo disse para que ela me mostrasse a escola… mas a coordenadora não estava e ela tinha recebido os marmitex, era informação demais para a cabecinha da pobre moça! Quando ela repetiu “E agora o que eu faço?” eu disse “Agora você me mostra a escola!”. Coisa que me irrita é gente sem iniciativa! Ela simplesmente fechou a porta e foi andando… momentaneamente, fiquei estática, sem reação. Em seguida fui adentrando a escolinha até ver o berçário e ali fiquei fazendo perguntas para a atendente… além de ver crianças de mais de um ano dormindo no bebê conforto (ao fazer  4meses o Y já ficava apertadinho) ainda ouvi a atendente contar orgulhosamente q as crianças usam o pátio coberto para ficar no andador (andadores são vetados por pediatras!). NÃAAAAAOOO!!!!!

6!!!!!! – fui recebida com um meneio (claro que a pessoa não conheceria este termo!) de cabeça q poderia ser interpretado como “O q tu qué?” ( “bom dia”, “pois não”… nada disso existe!) ao dizer que queria conhecer a escola “Não pode voltar outra hora?” “Desculpa?” (jurei que não tinha entendido direito) “É que as outras professoras estão num curso na prefeitura…” “E você está sozinha com todas as crianças!? Bem, não posso voltar outra hora, não!”. Se isso aconteceu hoje, tranquilamente, deve acontecer em outras ocasiões… significa que as crianças não precisam de cuidados, banho, comida… porque as “tias”precisam fazer curso!? Ei, já ouviram falar em rodízio!? NÃOOOOO!!!

7!!!!!!! – no mesmo estilo da número 2, mas com mais iluminação natural e mais bem ventilada. A cozinha é bem visível (parece estar numa vitrine telada), sem muita frescura, pedem que os cuidadores/responsáveis acompanhem as crianças nos primeiros dias para fazer um período de adptação mais tranquilo, mas tem 5 crianças por cuidadora…. Talvez!

O grande ponto em comum entre todos estes lugares foi que ou o sling foi visto como uma coisa de outro mundo ou causou completa fascinação. Eu entendo que sling de argola não seja a coisa mais comum do mundo, mas também não é para tanto frisson, ainda mais em locais que deveriam ter profundo conhecimento de puericultura.

Leia mais:

http://bloguinhodoteo.blogspot.com.br/2011/01/em-busca-da-escolinha-perfeita.html

http://ondedesliga.wordpress.com/2012/02/05/procurando-escolinha-voce-pode-nao-acreditar-em-duendes-mas-a-escola-perfeita-existe/

Dicas de inglês: aprender se divertindo

And… we are back! 🙂

Que tal brincar de formar palavras com um número limitado de letras? http://www.games.com/game-play/the-book-of-treasures/single/

Que tal ampliar seu vocabulário, e aplicar seus conhecimentos gerais e ainda ajudar a diminuir a fome do mundo? http://freerice.com/#/english-vocabulary/1475

Bebês e gatos (participação especial)

Muito honrosamente fui convidada a fazer uma participação especial no blog da Jéssica Macêdo, o Me Sinto Grávida para falar sobre a relação entre bebês e gatos.

Abaixo segue minha pequena contribuição:

Irmãos mais velhos combinam com bebês? Cachorros combinam com bebês? Por que, então, gatos não combinariam?

Frase  muito comum ouvida por gestantes: “O que você vai fazer com os gatos quando o bebê nascer?” Tradução: “Quando  vai se  livrar desses bichos?” Como se os bichanos fossem um estorvo e não membros da família que simplesmente não falam.

Um dos critérios que usamos para escolher obstetra e pediatra foi chegar logo dizendo que temos dois gatos (minha médica tinha 3 gatos quando o primeiro filho nasceu e ele aprendeu a engatinhar com os 3, minha irmã tinha uma gata quando minha sobrinha nasceu, por que eu não manteria os meus?). Existe um grande mito na sociedade, em geral, que gatos são perigosíssimos para a saúde, causam problemas respiratórios, alergia e a tão temida toxoplasmose! Problemas  respiratórios por causa dos pelos você vai ter se deixar sua casa imunda com novelos de pelos rolando por todos os cantos; alergia só é descoberta depois que o bebê nasce e mesmo assim há medidas paliativas (banho e tosa – sim, para gatos!); e toxoplasmose (procure mais detalhes sobre esta doença no google) você só pega se colocar as fezes deles na boca! Espero que todo mundo lave as mãos depois de limpar a liteira/caixa higiênica/caixa de areia/banheirinho dos seus seres amados de 4 patas!

Um dos mais fortes indícios que estava grávida foi quando a Mitsy, (minha gata de 6 anos, ciumenta e pouco sociável), de repente, ficou extra grudentamente (sic) carinhosa comigo. O Core (o gato que tem 2 anos) como tem pelo médio foi devidamente banhado e tosado logo antes do bebê nascer para minimizar a quantidade de pelos pela casa. Depois que o Yago nasceu, tanto Core quanto Mitsy, apresentam curiosidade a uma certa distância… os dois deitaram dentro do carrinho dele umas duas vezes enquanto ainda não tinha o cheirinho do bebê. Hoje, o Yago está com 5 meses, a Mitsy o cheira de vez em quando enquanto ele dorme e logo sai, o Core interage, de verdade, com as meinhas do bebê quando ele bate os pezinhos, mas como este gato é surdo passa mais tempo por perto inclusive faz questão de deitar no meu colo enquanto estou amamentando e eu é que tenho que mantê-lo longe das mãozinhas agitadas do Yago pra evitar que tufos de pelo sejam arrancados (claro que isso já aconteceu!).

No mais, ambos bichanos continuam dormindo na cama comigo e meu marido, nunca atacaram o bebê e se tem ciúmes de seu irmãozinho mais novo (Mitsy e Core continuam sendo meus filhos tanto quanto eram antes da chegada do meu filhote humano) só demonstram através de pedidos extra de carinho!

Senhora F.

O que gosto e desgosto em São Bernardo do Campo SP

Quase dois meses se passaram desde a nossa mudança e finalmente arrumei um tempinho para escrever e aproveitar para falar das minhas primeiras impressões sobre nossa nova cidade.

GOSTO

*A enorme variedade de praças e parques lindos e bem cuidados;

*A existência de um posto de coleta para material reciclável na praça do lado de casa (o ideal é que o condomínio fizesse essa separação e usasse o montante para as benfeitorias de uso comum, mas… né?);

*As placas que demarcam as paradas de ônibus que não passam de pequenos postes de madeira grudados em cestas de lixo em via pública;

*A abundância de cestas de lixo pela cidade (em muitos lugares o espaço entre elas é de menos de 100 metros);

*O fantástico banco de leite do hospital universitário com funcionárias híper prestativas e delicadas.

DESGOSTO

*O clima frio e úmido! Como as roupas demmoram para secar… até me lembra Porto Alegre no inverno;

*A ausência de placas com o nome em muitas ruas;

*O excesso de uso de paredes texturizadas nesta cidade! Aqui texturização é usada com uma abundância indesccritível tanto para ambientes internos quanto externos EEE pintadas em cores vibrantes!;

*As calçadas! Elas ou são estreitas, ou tem obstáculos (árvores/postes/buracos/desníveis) bem no meio do caminho dos pedestres!

O que dizer – Luís Fernando Veríssimo

Meu pequeno príncipe mal fez dois meses e já estamos imaginando o tipo de conversa que teremos durante a sua adolescência… achamos que ele vai puxar nossas características intelectuais (muita cuirosidade!!) e nada como um bom texto do Veríssimo para simular uma conversinha dessas:

O que dizer – Luís Fernando Veríssimo (do livro “As mentiras que os homens contam”)

Cinco coisas para dizer quando seu filho menor chegar em casa e quiser saber o que é, pela ordem: contrato de risco, dívida externa e sexo.

1. Vá dormir!

2. Pergunte para a sua mãe.

3. Pergunte para a sua mãe e depois venha me dizer.

4. Contrato de risco é como se o papai mandasse você procurar minhocas no quintal e, como o quintal é do papai, você ficava com parte das minhocas e o papai com a outra parte. Dívida externa é… como, que parte da minhoca? Tanto faz, 40 por cento da minhoca para você e 60 para mim. Não, você não pode botar sua parte da minhoca no prato da sua irmã. Não sei como é que se descobre qual é a cabeça e qual é o rabo da minhoca, e não faz diferença. Está bem. Eu fico com os rabos. Esquece a minhoca! Dívida externa é como a mamãe pedir dinheiro emprestado para o papai para pagar a loja, depois pedir dinheiro emprestado para a sua avó – e sem me dizer nada! – para pagar o papai e depois pedir dinheiro do papai para pagar a sua avó, e ainda gastando a minha gasolina no vai-e-vem! Pode, pode botar sua parte das minhocas no prato da mamãe. Agora sexo é mais ou menos como contrato de risco e dívida externa, só que é fundamental saber onde fica tudo na minhoca. E vá dormir.

5. Escuta aqui, com que turma você tem andado?

Solidariedade: mulheres vítimas de violência doméstica

De vez em quando a gente se pega reclamando da vida, esperando que o marido/companheiro faça mais, achando que nossos bens materiais estão longe da perfeição… e quando queremos nos desfazer disto ou daquilo, qual é o destino que damos a eles?

Imagino que todo mundo já tenha ouvido falar em abrigos para mulheres vítimas de violência doméstica. Estas mulheres têm muitos motivos para reclamar da vida, para esperar nunca mais ter um marido/companheiro (ou se tiverem que seja O príncipe encantado, mesmo!), e para achar que cada alfinete que conquistam nesta nova fase da vida delas seja a perfeição materializada!

Nesta semana fiz uma doação de roupas, calçados, acessórios, perfume, remédios, utensílios domésticos e fraldas para a casa abrigo de mulheres vítima de violência doméstica  mantida pela Secretaria da Mulher do GDF. O mais incrível para mim foi a gratidão demonstrada pela bolsa de eventos onde coloquei as roupas e pelos copos de requeijão (de vidro). Gente, estas mulheres (na sua maioria grávidas ou com filhos pequenos) precisam recomeçar do zero (muitas saem de casa só com a roupa do corpo) e precisam de TUDO desde roupas até móveis, inclusive cursos que lhes deem condições de ingressar no mercado de trabalho.

Em uma conversa com as mulheres da Secretaria percebi que quando a gente pensa em ajudar  quem está em situação de vulnerabilidade pensamos diretamente em necessidades básicas: alimentos, roupas, calçados e móveis. Como eu já disse, essas mulheres estão recomeçando (muitas começando, mesmo) suas vidas e passaram por um momento muito traumático, então além do básico precisam de um pouco de lazer e valorização da auto-estima. Pensando nisso separei umas bijuterias, livros e revistas, e logo em seguida lembrei que elas e seus filhos também precisam estudar então também separei material escolar. Gente, vamos nos unir separando coisas que temos sobrando em casa que atendem as mais diversas necessidades para ajudar essas mulheres que estão passando por este processo de “empoderamento”.

Tendo tudo isso em vista gostaria de lhes propor que esta entidade entrasse no nosso rol permanente de entidade a ser ajudada. Podemos ajudar a criar um mundo melhor  a partir de pequenas ações e acho que poderíamos começar efetivamente ajudar a criar um mundo melhor para essas mulheres vítimas de violência doméstica.  O endereço da Secretaria da Mulher do GDF, centro de referência é Anexo do Palácio do Buriti, 10° andar, sala 1005. Tel: 39051608. – Vocês podem ajudar em suas respectivas cidades entrando em contato com as prefeituras e pedindo para falar com o pessoal responsável por assistência social que eles devem lhes dar orientação.

Obs.:  Na casa abrigo do GDF a estrutura parece ser muito boa, além de abrigo e alimentação elas recebem apoio de alguns assistentes sociais e psicólogos (se não me engano 4 profissionais de cada área).

Leia mais:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=164496&id_secao=10

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/01/24/interna_cidadesdf,287353/mulheres-agredidas-sao-desencorajadas-a-denunciar-parceiro-em-delegacias.shtml

http://www.pesquisando.eean.ufrj.br/viewpaper.php?id=216&print=1&cf=1

Lei 11.340 = Lei Maria da Penha http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm

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