Coleta seletiva, você sabe separar?

Vidro, plástico, metal, papel EEE o resto?

Na praça ao lado da minha casa tem quatro conteiners enormes com apenas as quatro divisões clássicas para coleta seletiva (o que já é uma iniciativa louvável da prefeitura). Em cada um há uma lista dos materiais aceitáveis e os inaceitáveis (muito didático!). Mas me restam dúvidas, muitas dúvidas!

Por exemplo, embalagens de comida feitas de papel não podem ser recicladas junto com papel limpo, então é lixo orgânico? Como tem gordura não podem ir para a composteira ou minhocário, ainda assim é considerado lixo orgânico?

Lâmpadas são basicamente vidro e metal, mas não devem ser colocadas em nenhuma das duas lixeiras, e faço o que com as que estão queimadas?

Sempre ouvi falar que dejetos humanos quando mal direcionados contaminam os lençóis freáticos, mas papel higiênico nào é classificado como lixo orgânico?

Afinal de contas isopor é reciclável?! Coloco junto com papel ou plástico?

Pilhas quando vazam fazem a maior lambança, tanto em nossas casas, quanto no meio ambiente. Vou guardando as que não prestam mais em uma garrafa pet, mas e quando ela está cheia devo descartar onde?

Coleta seletiva é uma ideia ótima, mas ainda faltam pontos de coleta mais acessíveis para a população em geral e faltam explicações mais específicas do que simplesmente as quatro  divisões básicas.

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A saga da busca da escolinha “perfeita”

O que é a escolinha perfeita? Quando começar a procurar? Qual a idade ideal para que a criança vá para a escolinha? Dúvidas, dúvidas, dúvidas… não tenho certezas, só dúvidas!

A escolinha perfeita provavelmente não existe – ainda mais quando sempre se espera encontrar a excelência… Pelo menos, tenho ideia  de quais quesitos são absolutamente inadimissíveis para mim. (O essencial, para mim, é que as crianças tenham tempo e espaço para serem crianças!)

Desde que engravidei soube que minha gravidez extra-uterina (no sling) duraria seis meses, mas que depois disso teria que entregar o meu filhote a cuidados alheios (nosso segundo corte do cordão umbilical). Como nesta época começa o desmame parcial (e o sistema imunológico, consequentemente, baixa um pouquinho) nosso pediatra de Brasília tinha sugerido que déssemos preferência a uma babá do que a escolinha… podem me chamar de paranóica, mas não me sinto confortável em deixar meu pequeno príncipe sozinho com só uma pessoa desconhecida, ainda prefiro uma instituição onde uma pessoa vê o que as outras estão fazendo (responsabilidade individual compartilhada!).

Comecei a procurar creche/berçário/escolinha quando estava no terceiro trimeste gestacional ainda lá em Brasília, mas o que é realmente importante analisar nesse momento?  Abaixo segue a minha saga e o que observei nas instituições que visitei nestes dois meses aqui em São Bernardo.

1- 100m de casa, mas cheguei e o portão estava escancarado, o porteiro estava fora de vista (assistindo um jogo de bocha na TV), a coordenadora me deu um chá de cadeira apesar de eu estar com o  Y no sling e pra completar vi as crianças tomando banho de sol (num dia de fritar ovo no asfalto) às 10 da manhã (e uma das cuidadoras na sombra)!!! Ahhh hã!!! Juro que o Y algum dia vai por seus pezinhos ali! NÃÃÃÃÃÃOOOO!!!

2 – pelo nome já imaginei as criancinhas em alguma viagem alucinógena… hehehe O lugar é bonitinho, uma casa simples com pátio e uma mini horta. A coordenadora sabe detalhes de cada criança. É bem ventilada, mas um pouco escura. Estranhei que nem a coordenadora nem as tias nunca tinham ouvido falar em banho de balde. É a mais barata, mas tem fila de espera. Talvez.

3 – considerada a melhor escolinha de SBC, mas vai desde o ensino pré-escolar até o nono ano… mesmo sendo em andares diferentes (são 5) prefiro um lugar exclusivo para crianças pequenas. E… a sala de banho e a de preparação de alimentos não tem ventilação! Não!

4 – uma casa grande só para educação infantil sendo que o berçário fica separado (um pouco escuro). Uma das atendentes era bem informada e bem articulada, já a outra… A coordenadora me atendeu no dia seguinte para me dar os valores de uma forma muito apressada… Não!

5 – cheguei junto com o motoboy que estava entregando marmitex… o marmitex era o almoço das crianças maiores de 2 anos! A pessoa que atendeu a porta não sabia o que fazer comigo pq a coordenadora não estava… uma colega dela que estava saindo disse para que ela me mostrasse a escola… mas a coordenadora não estava e ela tinha recebido os marmitex, era informação demais para a cabecinha da pobre moça! Quando ela repetiu “E agora o que eu faço?” eu disse “Agora você me mostra a escola!”. Coisa que me irrita é gente sem iniciativa! Ela simplesmente fechou a porta e foi andando… momentaneamente, fiquei estática, sem reação. Em seguida fui adentrando a escolinha até ver o berçário e ali fiquei fazendo perguntas para a atendente… além de ver crianças de mais de um ano dormindo no bebê conforto (ao fazer  4meses o Y já ficava apertadinho) ainda ouvi a atendente contar orgulhosamente q as crianças usam o pátio coberto para ficar no andador (andadores são vetados por pediatras!). NÃAAAAAOOO!!!!!

6!!!!!! – fui recebida com um meneio (claro que a pessoa não conheceria este termo!) de cabeça q poderia ser interpretado como “O q tu qué?” ( “bom dia”, “pois não”… nada disso existe!) ao dizer que queria conhecer a escola “Não pode voltar outra hora?” “Desculpa?” (jurei que não tinha entendido direito) “É que as outras professoras estão num curso na prefeitura…” “E você está sozinha com todas as crianças!? Bem, não posso voltar outra hora, não!”. Se isso aconteceu hoje, tranquilamente, deve acontecer em outras ocasiões… significa que as crianças não precisam de cuidados, banho, comida… porque as “tias”precisam fazer curso!? Ei, já ouviram falar em rodízio!? NÃOOOOO!!!

7!!!!!!! – no mesmo estilo da número 2, mas com mais iluminação natural e mais bem ventilada. A cozinha é bem visível (parece estar numa vitrine telada), sem muita frescura, pedem que os cuidadores/responsáveis acompanhem as crianças nos primeiros dias para fazer um período de adptação mais tranquilo, mas tem 5 crianças por cuidadora…. Talvez!

O grande ponto em comum entre todos estes lugares foi que ou o sling foi visto como uma coisa de outro mundo ou causou completa fascinação. Eu entendo que sling de argola não seja a coisa mais comum do mundo, mas também não é para tanto frisson, ainda mais em locais que deveriam ter profundo conhecimento de puericultura.

Leia mais:

http://bloguinhodoteo.blogspot.com.br/2011/01/em-busca-da-escolinha-perfeita.html

http://ondedesliga.wordpress.com/2012/02/05/procurando-escolinha-voce-pode-nao-acreditar-em-duendes-mas-a-escola-perfeita-existe/

Bebês e gatos (participação especial)

Muito honrosamente fui convidada a fazer uma participação especial no blog da Jéssica Macêdo, o Me Sinto Grávida para falar sobre a relação entre bebês e gatos.

Abaixo segue minha pequena contribuição:

Irmãos mais velhos combinam com bebês? Cachorros combinam com bebês? Por que, então, gatos não combinariam?

Frase  muito comum ouvida por gestantes: “O que você vai fazer com os gatos quando o bebê nascer?” Tradução: “Quando  vai se  livrar desses bichos?” Como se os bichanos fossem um estorvo e não membros da família que simplesmente não falam.

Um dos critérios que usamos para escolher obstetra e pediatra foi chegar logo dizendo que temos dois gatos (minha médica tinha 3 gatos quando o primeiro filho nasceu e ele aprendeu a engatinhar com os 3, minha irmã tinha uma gata quando minha sobrinha nasceu, por que eu não manteria os meus?). Existe um grande mito na sociedade, em geral, que gatos são perigosíssimos para a saúde, causam problemas respiratórios, alergia e a tão temida toxoplasmose! Problemas  respiratórios por causa dos pelos você vai ter se deixar sua casa imunda com novelos de pelos rolando por todos os cantos; alergia só é descoberta depois que o bebê nasce e mesmo assim há medidas paliativas (banho e tosa – sim, para gatos!); e toxoplasmose (procure mais detalhes sobre esta doença no google) você só pega se colocar as fezes deles na boca! Espero que todo mundo lave as mãos depois de limpar a liteira/caixa higiênica/caixa de areia/banheirinho dos seus seres amados de 4 patas!

Um dos mais fortes indícios que estava grávida foi quando a Mitsy, (minha gata de 6 anos, ciumenta e pouco sociável), de repente, ficou extra grudentamente (sic) carinhosa comigo. O Core (o gato que tem 2 anos) como tem pelo médio foi devidamente banhado e tosado logo antes do bebê nascer para minimizar a quantidade de pelos pela casa. Depois que o Yago nasceu, tanto Core quanto Mitsy, apresentam curiosidade a uma certa distância… os dois deitaram dentro do carrinho dele umas duas vezes enquanto ainda não tinha o cheirinho do bebê. Hoje, o Yago está com 5 meses, a Mitsy o cheira de vez em quando enquanto ele dorme e logo sai, o Core interage, de verdade, com as meinhas do bebê quando ele bate os pezinhos, mas como este gato é surdo passa mais tempo por perto inclusive faz questão de deitar no meu colo enquanto estou amamentando e eu é que tenho que mantê-lo longe das mãozinhas agitadas do Yago pra evitar que tufos de pelo sejam arrancados (claro que isso já aconteceu!).

No mais, ambos bichanos continuam dormindo na cama comigo e meu marido, nunca atacaram o bebê e se tem ciúmes de seu irmãozinho mais novo (Mitsy e Core continuam sendo meus filhos tanto quanto eram antes da chegada do meu filhote humano) só demonstram através de pedidos extra de carinho!

Senhora F.

O que gosto e desgosto em São Bernardo do Campo SP

Quase dois meses se passaram desde a nossa mudança e finalmente arrumei um tempinho para escrever e aproveitar para falar das minhas primeiras impressões sobre nossa nova cidade.

GOSTO

*A enorme variedade de praças e parques lindos e bem cuidados;

*A existência de um posto de coleta para material reciclável na praça do lado de casa (o ideal é que o condomínio fizesse essa separação e usasse o montante para as benfeitorias de uso comum, mas… né?);

*As placas que demarcam as paradas de ônibus que não passam de pequenos postes de madeira grudados em cestas de lixo em via pública;

*A abundância de cestas de lixo pela cidade (em muitos lugares o espaço entre elas é de menos de 100 metros);

*O fantástico banco de leite do hospital universitário com funcionárias híper prestativas e delicadas.

DESGOSTO

*O clima frio e úmido! Como as roupas demmoram para secar… até me lembra Porto Alegre no inverno;

*A ausência de placas com o nome em muitas ruas;

*O excesso de uso de paredes texturizadas nesta cidade! Aqui texturização é usada com uma abundância indesccritível tanto para ambientes internos quanto externos EEE pintadas em cores vibrantes!;

*As calçadas! Elas ou são estreitas, ou tem obstáculos (árvores/postes/buracos/desníveis) bem no meio do caminho dos pedestres!

3,4, feijão no prato!

Eu faço parte de uma boa parcela da população brasileira que passou a infância tendo arroz e feijão como base a sua alimentação diária. Depois de fazer  30 anos feijão passou a não ser um alimento exatamente “socialmente bem aceito” (= muitos gases, flatulência, gases, puns…) na minha vida. Sempre gostei dessa leguminosa em todas a suas variações: branco, preto, rosa, mulatinho, carioca, jalo, amendoim, azuki, vermelho… Então como faz?

Seguem algumas dicas de como diminuir o efeito “bomba de gás de efeito IMORAL”:

* Molho por cerca de 12 horas – além de ajudar a amaciá-lo na hora de cozinhar ajuda a eliminar a produção de gases. Minha irmã LêSC me deu uma dica preciosa (para mim tem funcionado muito bem) durante o tempo de molho trocar a água umas duas vezes e colocar uma água nova na hora de cozinhar;

* Tomate – minha mãe ensinou que um tomate colocado para cozinhar na panela de pressão junto com o feijão aumenta a digestibilidade do “pretinho (seja lá a cor que você escolher) maravilha”;

* Louro – a @cfraga me disse esses dias que o costume de colocar louro no feijão tem relação direta com seu poder de amainar os flatos;

* Água fervente – antes de cozinhar o feijão ponha de molho por 30 mim em água fervente (dica de pediatra);

* Dica que achei na intenet: “São duas opções: na primeira, você deixa num pote com água durante 5 horas e cozinha na panela de pressão por 20 ou 30 minutos. A outra é cozinhar a porção na panela de pressão por 5 minutos, desligar o fogo, deixa descansar por 30 minutos, trocar a água e volta a cozinhar o feijão com a água nova.” (fonte: http://www.bolsademulher.com/corpo/paixao-nacional-9402-2.html).

Bom apetite! 😉

Gentileza gera gentileza

Hoje recebi um vídeo falando sobre a cadeia de atos do bem gerada por gentilezas gratuitas (abaixo) e lembrei de um filme chamado “Pay it forward” (A corrente do bem)  e de uma ajuda inesperada que recebi anos atrás. Há mais de 10 anos ganhei um frigobar antigo gigante e uma amiga me ajudou a recolhê-lo. Quando estávamos na calçada em frente ao meu prédio descarregando  aquele trombolho pesadíssimo um homem que estava passando pediu licença para carregá-lo por nós! Ao terminar, simplesmente virou as costas e nunca o vi novamente, mas sua lembrança ficou marcada com carinho em minha memória.

Antes de ser mãe

As primeiras quatro semanas se passaram e vou dizer: não foram fáceis! O melhor texto que achei para definir esta minha fase de recém-mãe foi o abaixo (cheio da minhas impressões pessoais). Espero que vocês gostem!

ANTES DE SER MÃE

(versão de Silvia Schmidt para o original “Before I was a mother”de Patricia Vaughan)

Antes de ser mãe eu fazia e comia os alimentos quentes. (o que quisesse e na hora que bem entendesse)
Eu não tinha roupas manchadas. (de leite!)
Eu tinha calmas conversas ao telefone. (inclusive longas tanto no telefone quanto na internet e ainda mantinha um blog atualizado!)

Antes de ser mãe eu dormia o quanto eu queria e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama. (não mesmo!)
Eu não esquecia de escovar os dentes e os cabelos. (na primeira semana cortei o cabelo  curtinho em nome da praticidade!)

Antes de ser mãe eu limpava minha casa todo dia. (bem… não exatamente com esta frequência…)
Eu não tropeçava em brinquedos nem pensava em canções de ninar. (por enquanto ainda não entramos na fase dos brinquedos espalhados, mas carrinho, bebê conforto, paninhos e mantas fazem parte da “decoração” da casa!)

Antes de ser mãe eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas ou não. (eu já tinha gatos, então me preocupava sim)
Imunizações e vacinas eram coisas em que eu não pensava. (meu modo super mãe foi ativado anos atrás, assim que me tornei responsável pela Mitsy)

Antes de ser mãe ninguém vomitou e nem fez xixi em mim, (não, mesmo!!!!)
nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas. (como isso dói , especialmente no mamilo!!)

Antes de ser mãe eu tinha controle sobre a minha mente, meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos. (mais ou menos… sempre que a depressão permitia e meu fluxo de pensamentos estava menos agitado)  … eu dormia a noite toda… (inclusive fui ao banheiro muitas vezes sem acordar – vantagens de sonambulismo leve! 😀

Antes de ser mãe eu nunca tive que segurar uma criança chorando para que médicos pudessem fazer teste e aplicar injeções. (como as agulhas são enormes!!!)
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam. (ahh se desse para tirar a dor com a mão!)
Eu nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha. (mesmo sabendo que por enquanto são apenas espasmos!)
Eu nunca fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe eu nunca segurei uma criança só por não querer afastar meu corpo do dela. (mesmo com os braços cansados do peso!)
Eu nunca senti meu coração se despedaçar quando não puder estancar uma dor. (já chorei junto muitas vezes!)
Eu nunca imaginei que uma coisa tão pequenina pudesse mudar tanto minha vida. (na verdade, nunca tinha me imaginado mãe, só filha!)
Eu não imaginei que pudesse amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Eu não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto.(nem vibrar tanto com arrotos e flatulências!)
Não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança (agora entendo como minha mãe consegue ouvir tantos desaforos e continuar me amando)

E não imaginava que algo tão pequenino pudesse fazer-me sentir tão importante. (e tão insignificante já que agora ele é que é A prioridade)

Antes de ser mãe, eu nunca me levantei à noite toda , cada 10 minutos, para me certificar de que tudo estava bem. (ai que medo de sufocamento!)
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes.
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.
Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!

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